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Dubai, sempre a subir

Dubai, sempre a subir

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Arrebatador, invulgar e em constante crescimento, o Dubai é o rosto da revolução financeira e arquitetónica. Entre dois mundos, é o local ideal para fazer a transição entre Ocidente e Oriente.

Na Sheikh Zayed Road, o betão, o aço e o vidro dão corpo a construções que desafiam a gravidade. Aos pés do Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo com 828 metros, a sensação é de sermos demasiado pequenos para tanta grandiosidade. A torre parece roçar o céu e é no piso 122 que se descobre o At.mosphere, o restaurante mais alto do mundo. Daí é possível avistar a cidade que se ergueu nas areias do deserto, mas que é habitada desde o século XVIII, apesar de apenas ter começado a entrar no mapa há qualquer coisa como 40 anos, altura em que o petróleo começou ali a jorrar. O ouro negro representa apenas três por cento produção total dos Emirados Árabes Unidos – composto também por Abu Dhabi, Sharjah, Ajman, Umm Al Quwain, Fujeirah e Ras Al Khaimah. Juntos asseguram dez por cento do petróleo mundial, mas não é isso que impede que os emirados cresçam a olhos vistos. A paisagem continua a ser dominada por gruas e edifícios em construção, sem esquecer os hotéis e empreendimentos luxuosos que se tornaram já uma imagem de marca.

 

 

 

É aqui que encontramos a Palm Island, a ilha em forma de palmeira arrancada ao mar. O metro de superfície percorre o tronco e leva-nos até ao concorrido parque aquático, de onde se avistam as vivendas e praias privadas. Mais à frente, The World, trezentas ilhas artificiais, que só com uma vista aérea deixa perceber o mapa-múndi. E o Burj Al Arab, o icónico hotel de sete estrelas, onde só se entra com reserva, ainda que seja para tomar apenas um café.

 

Tudo parece artifical, exceto o calor, que é seco e asfixiante, com as temperaturas a aproximarem-se facilmente dos 45º C no pico do Verão. Isso é coisa que não se sente no Dubai Mall, o maior centro comercial do mundo com as centenas de lojas e os milhares de aparelhos de ar condicionado sempre em funcionamento. À entrada, exige-se decoro: a indumentária deve cobrir ombros e joelhos, não é permitido beijar ou qualquer gesto de afecto em público, não se pode consumir álcool. Desfilam nas montras Chanel, Dior, Gucci, Prada, Moschino, Balenciaga, Marc Jacobs, Diane von Furstenberg e ainda há espaço para a maior livraria do mundo e para um gigantesco aquário (contíguo ao shopping). Noutro ponto da cidade, outro motivo de interesse lúdico e comercial – o Mall of the Emirates – e a famosa pista de esqui. A cidade até pode estar a derreter, mas no Ski Dubai estão três graus abaixo de zero. Há teleférico, bonecos de neve, trenós e cafés que são chalés de montanha. Mas nem tudo é moderno no Dubai, apesar do que parece. A cidade velha fica no outro lado do rio, o Creek, e os dhows (barcos tradicionais) atravessam-no até aos mercados típicos. Todos os caminhos parecem ir dar ao souk do ouro. As montras ofuscam-nos com o brilho das jóias de grande porte. Negoceia-se a peso. Paga-se em dinheiro vivo ou com cartão. Movimentam-se milhões.

O Dubai é cada vez mais um ponto especial para passagens e paragens curtas, de ligações entre Europa, Ásia e África. A maior e mais populosa cidade dos Emirados Árabes Unidos está entre as cidades mais caras do mundo e não quer perder a sua aura de sonho. Todos os dias reinventa-se, recebe visitantes e gente que chega em busca de oportunidades e trabalho. No meio do deserto, continua a ser construído o futuro.