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Maurícia, mais do que praia

Maurícia, mais do que praia

A Maurícia foi ponto de passagem durante os Descobrimentos. Essa ligação entre os vários continentes permanece, mas tornou-se bastante mais fácil lá chegar. É uma ilha que eleva a fasquia quanto ao luxo.

 

 

A ilha, perdida a sudoeste do Oceano Índico, é considerada por quem lá vai como uma «fatia» do paraíso – se este realmente existir. Não só pelo cenário tropical que o país oferece por toda a costa, como pelas paisagens verdes e montanhosas. Mas também há inúmeras atividades de lazer para além de apanhar sol, especialmente náuticas: mergulho e snorkeling em recife de corais, pesca, passeios de barco e ondas para a prática de surf. Uma ilha ideal para relaxar e perder a noção do tempo, até porque resorts de luxo com entrada pela areia não faltam e o povo hospitaleiro ajuda.

Do grupo das Ilhas Mascarenhas, a Maurícia é a mais desenvolvida e conta a História que, depois de navios árabes já terem cruzado aqueles mares, os portugueses foram o primeiro povo a instalar-se por volta do ano de 1507. Certamente também se apaixonaram pelo que viram no caminho para a Índia, mas não foi suficiente para permanecerem durante muitos anos. Seguiu-se a colonização de holandeses, franceses e ingleses, até à Independência, só em 1968. No entanto, o nome do grupo ficou a dever-se a D. Pedro Mascarenhas que, mesmo não tendo sido o primeiro português a pisar aqueles tesouros, comandava expedições da Rota das Especiarias.

Passados 500 anos, o país é hoje ocupado por uma combinação de culturas e religiões que tornam a gastronomia especial. Pode ser comprovado numa ida ao maior mercado ao ar-livre da ilha, à segunda-feira em Flacq, com influências da Europa à China, passando por África, Médio Oriente e Índia. A vila é não só o oposto da capital Port Louis geograficamente, como no cenário envolvente. Do lado óbvio, grande parte dos edifícios cresceram só em altura, há trânsito, centros comerciais, terminal de contentores e também iates de luxo acostados na marina. Do outro, vive-se o sossego do ambiente que as praias de água quente transparente e areia fina oferecem. Ideal para quem gosta de sair do hotel em direção ao mar, de chinelos nos pés e toalha na mão, com o objetivo de fazer pouco, mas aproveitando ao máximo as condições paradisíacas.Durante o verão é normal a temperatura atingir os 35°C e uns mergulhos podem não ser suficientemente refrescantes com o termómetro a sair da água a marcar entre 22 a 27°C.

Também numa passagem pela Maurícia não se deve dispensar de um tempo dedicado à história e aos templos hindus no Lago sagrado de Grand Bassin, sem esquecer a natureza que abunda no interior da ilha, tão verde como os navegadores avistaram pela primeira vez. No Parque Nacional Black River Gorges vivem animais selvagens, visita-se os cem metros da queda de água em Chamarel e a Terras das Cores: uma área de erosão vulcânica onde é possível identificar sete cores consoante a luz do dia, variando sobretudo entre tons quentes.

 

 

Hoje, a economia do país está mais virada para o turismo e os têxteis, mas durante os séculos XIX e XX era o açúcar quem mandava na indústria. E na região de Pamplemousses, a «Aventura do Açúcar» recebe visitas ao museu interativo numa antiga fábrica. Também a «Rota do Chá» oferece a oportunidade de caminhadas pelas plantações e conhece-se todo o processo de fabrico.

Olhando para o mapa-mundo, a ilha está um dedo de Madagáscar e a outro do continente africano. O Aeroporto Internacional recebe voos diários regulares de praticamente todos os cantos e os visitantes continuam a aumentar, não fosse a ilha uma parte do paraíso.