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Casablanca, para lá do filme

Casablanca, para lá do filme

Ficou imortalizada pelo filme de 1942, realizado por Michael Curtiz, com Humphrey Bogart e Ingrid Bergman nos papéis principais.

Curiosamente, a ação da trama deveria ter tido lugar em Lisboa, mas foi a cidade marroquina a escolhida e que acabaria por entrar para a história da Sétima Arte. Hoje, ainda são muitos os que chegam a Casablanca com a música e as deixas famosas em mente, mas há pouco – ou quase nada – nas ruas da maior cidade do Magrebe que remetam para o filme. Exceção é o Rick’s Café, nas imediações do porto, uma tentativa de réplica do bar onde Sam, o pianista, tocava Has Time Goes By. Vale pelo ambiente kitsch e pelos cocktails.

Neste que é um dos maiores centros financeiros de África vivem mais de quatro milhões de pessoas. Não é a capital de Marrocos (essa é Rabat), mas é a mais pujante das cidade que ganhou o nome graças aos conquistadores Portugueses que a destruíram em 1468. Chamava-se então Anfa. Em 1515, já reconstruída, tornou-se uma fortaleza militar e ganhou o nome pela qual a conhecemos. Até ao terramoto de 1755, os europeus mantiveram-se por lá, tendo os Marroquinos recuperado o poder por breves instantes, até à chegada dos Franceses.

Hoje, a paisagem da cidade é uma combinação de arquitetura mourisca com Arte Déco e influências espanholas e portugueses. O maior exemplo de arquitetura, no entanto, é de caráter religioso e trata-se da Mesquita Hassan II, à beira do oceano Atlântico. Terminada em 1993, tem capacidade para mais de 100 mil pessoas, a terceira maior do planeta e apresenta o mais alto minarete do mundo, com 210 metros.

 

Outro local a não perder em Casablanca é a Corniche, praticamente junto à mesquita. Entre restaurantes, acessos à praia, piscinas e áreas de lazer, há de tudo um pouco nesta marginal muito frequentada ao final do dia e aos fins de semana.

Quem procurar prazeres consumistas, terá duas hipóteses de peso: centro comercial e mercado tradicional. O Morocco Mall é um dos maiores shopping centers de África e combina lojas de grandes marcas internacionais com gastronomia, um aquário interior, pista de patinagem no gelo e um parque de diversões; A Antiga Medina é outro tipo de experiência de compras. Remete-nos para séculos atrás quando todo o comércio se fazia dentro das muralhas, em ruas que parecem labirintos e onde não faltam bancas de venda de joias, peles e objetos em metal trabalhado.

É também em Casablanca que está o único museu judaico do mundo árabe. Os judeus tiveram um papel essencial na história de Marrocos e este espaço museológico confirma-o com as suas pinturas, ornamentos e vestuário.

Termine a visita a cidade em beleza, na Praça Mohammed V, um dos pontos de encontro dos habitantes de Casablanca. Tudo se passa em redor da fonte e de uma estátua monumental do marechal Lyautey, o primeiro residente do então protetorado francês, de 1912 a 1925. Mergulhe na história, abrace as tradições e descubra uma cidade e um país surpreendentes.

 

BI
Moeda:
Dirham marroquino MAD (1 euro – 11 MAD)
Quando ir:
Primavera e outono são as alturas do ano mais aprazíveis. No verão, as tenperaturas são demasiado elevadas, principalmente em agosto
Língua:
Árabe e Francês
País:
Reino de Marrocos